Nasci em Belo Horizonte numa linda manhã de abril.

Apesar de adorar cantar (sempre fui tímida quando o assunto era falar de mim), e sendo assim nunca pensei em levar uma vida de cigarra. Quando era criança sonhava ser cientista, colecionava insetos pra depois torturá-los, eu vivia no laboratório da escola.

Essa estória de inventar músicas começou quando ganhei dois dinheiros de natal (um da mamãe e outro da vovó) e resolvi investir no meu primeiro violão. Lembro a alegria que foi descer do carro correndo e comprar um tonante vermelho e uma revistinha de cifras do Legião Urbana enquanto minha mãe dava uma volta no quarteirão =).  Já que as “bossa-nova” do Jõao Gilberto eu não conseguia tocar, comecei inventar umas músicas para cantar e tocar mais do meu jeito mesmo. Eram umas músicas bem simples que falavam sobre aquele tempo e sobre o mundo que naquela época eu vivia.

Em 2003 gravei o BARATINHO que foi feito para vender num camelô do centro de Belo Horizonte dentro de um projeto de intervenção urbana chamado OS NOVOS UTÓPICOS. No processo de feitura dele estavam envolvidas muitas das coisas que eu mais gosto de fazer:

1 – expor a minha opinião sobre as coisas

2 – contar estórias

3 – tocar

4 – cantar

5 – desenhar

Esse tal “Baratinho” chamou a atenção das pessoas e me incentivou usar a canção como suporte principal para o meu trabalho. Em 2006 lancei o meu primeiro CD de verdade “NO CIMENTO”, produzido por John Ulhoa e por causa dele conheci pessoas que eu admirava, lugares que nunca tinha ido, ganhei prêmio até ficar contente! Gostei tanto que juntei todas as forças pra inventar o meu segundo CD “BEM ME QUER MAL ME QUER”, novamente produzido pelo amigo e mestre John Ulhoa e patrocinado pela Petrobrás.

Bem Me Quer Mal Me Quer é um pouco menos alegre que No Cimento. Suas músicas falam de amores que murcham como flores, do tiozão de bar, da rosa que eu sei que vai cair… conta de uma solitária secretária que nem vê o tempo passar, da falta que meu avô faz e da fotografia como forma de recordação. Mas se a vida tivesse um control Z juro que só ia querer fazer canção alegre!

Érika Machado


twitter


%d blogueiros gostam disto: